·Envio grátis a partir de 50 €·Envio 100% discreto·9,6/10 Excelente na Trusted Shops·Entrega em 48 h·Paga em 3 Meses sem juros·Até 70% de desconto·15 dias para devoluções

Sexualidade e desejo na menopausa: por que não é um fim, mas sim uma mudança

Publicado em 23/09/26 | Escrito por
Sexualidade e desejo na menopausa: por que não é um fim, mas sim uma mudança

Se quiseres ver a entrevista completa, podes clicar em este link para vê-la no YouTube.

Durante muito tempo, a menopausa foi vivida quase como se fosse o fim de algo: o fim do desejo, o fim da sexualidade, até mesmo o fim de se sentir bem consigo mesma. Para entender o que há de verdade nessa ideia, falámos com Sofía Mitroliou, psicóloga e psicoeducadora formada em terapia sistémica e familiar, especialista em educação sexual e técnica de projeto na Fundação Psicologia Sem Fronteiras, no podcast de Vivelavita.

Mitros sobre a menopausa e a sexualidade que convém desmontar

“A sexualidade desaparece”

Segundo explica Sofía Mitroliou, um dos mitos mais disseminados é pensar que a menopausa representa o fim da juventude, da feminilidade ou da vida sexual. A realidade, explica, é muito diferente: a menopausa não é um fim, mas uma transição que pode vir acompanhada de mudanças físicas e emocionais, mas também de maior autoconhecimento, liberdade pessoal e capacidade para redefinir prioridades.

Outro mito muito frequente é pensar que a sexualidade desaparece simplesmente. O que se observa na consulta é que a sexualidade muda e evolui, como ocorre em todas as etapas da vida.

O desejo não desaparece necessariamente, simplesmente encontra novas formas de se expressar.

“O desejo tem data de validade”

Existe também a crença de que se deve “aproveitar” a sexualidade antes da menopausa, como se desfrutar do sexo tivesse uma data limite. Sofía Mitroliou é clara a esse respeito: o desejo sexual não desaparece inevitavelmente com a idade.

O que muda é a sua forma de se manifestar e as necessidades que o acompanham. Com o passar dos anos, muitas pessoas desenvolvem um maior conhecimento de si mesmas, uma comunicação mais clara sobre suas preferências e uma relação mais livre com a sua sexualidade. O que pode traduzir-se em experiências mais satisfatórias, apesar de diferentes das de etapas anteriores.

20260924082405_a6a28337dc76.jpg

Como muda o desejo e a sexualidade nesta etapa

A menopausa pode trazer mudanças físicas como uma menor lubrificação vaginal, variações na sensibilidade ou modificações no desejo sexual. Também podem aparecer mudanças emocionais relacionadas com o estado de ânimo, a autoestima ou a percepção do próprio corpo.

O mais importante, segundo Sofía Mitroliou, é entender que essas mudanças não significam que algo esteja errado: são parte de um processo natural de adaptação do organismo e não implicam o fim da vida sexual.

De uma perspetiva sexológica, fala-se mais de uma transformação da sexualidade.

Muitas mulheres descobrem novas formas de prazer, uma maior conexão com suas próprias necessidades e uma sexualidade menos centrada nas expectativas externas e mais focada no bem-estar próprio.

Viver esta etapa sem culpa: para além da penetração

Para viver esta etapa sem culpa, Sofía Mitroliou destaca várias chaves:

  • Normalizar as mudanças.
  • Manter uma comunicação aberta com o parceiro.
  • Explorar novas formas de intimidade.
  • Procurar apoio profissional se surgirem dificuldades que gerem mal-estar.

Um ponto especialmente importante é lembrar que a sexualidade vai muito além da penetração: inclui o afeto, a cumplicidade, as carícias, o desejo, a exploração e o prazer partilhado. Entender isso permite que a menopausa se torne uma oportunidade para redescobrir a intimidade desde uma perspetiva mais ampla e enriquecedora.

20260924083022_709d805a0e41.jpg

Na prática, adaptar-se pode significar coisas muito distintas conforme cada casal: dedicar mais tempo aos encontros íntimos, incorporar novas formas de estimulação, explorar o erotismo desde outras perspetivas, ou simplesmente priorizar a conexão emocional.

Sofía Mitroliou dá um exemplo simples: um casal que nota ter mais energia de manhã pode simplesmente adaptar os seus encontros íntimos a esse momento do dia, em vez de forçar a rotina anterior.

A intimidade não se mede pela frequência nem por cumprir determinadas expectativas, mas pela qualidade da conexão entre as pessoas.

Comunicação no casal: a chave para continuar a conectar

A menopausa não afeta apenas quem a experimenta: também influencia na dinâmica do casal, assim como acontece com qualquer mudança importante na vida partilhada.

Requer adaptação, compreensão mútua e novas formas de se relacionar.

Por vezes podem surgir sentimentos de incompreensão, insegurança ou frustração se as mudanças não forem adequadamente acompanhadas, mas também pode ser uma oportunidade para fortalecer o vínculo e desenvolver uma intimidade mais profunda.

A comunicação é, nas palavras de Sofía Mitroliou, um elemento fundamental: falar abertamente sobre necessidades, medos, desejos ou dificuldades permite que ambos os membros do casal se sintam escutados e acompanhados. Não se trata apenas de falar sobre sexualidade, mas de partilhar como cada pessoa está vivendo esta etapa.

Conselhos práticos para casais nesta etapa

Questionada sobre recomendações concretas, Sofía Mitroliou reconhece que é difícil generalizar, porque cada casal é único e a comunicação que tem não é a mesma. Ainda assim, destaca algumas ideias gerais:

  • Psicoeducar-se antes de entrar nesta etapa: informar-se antecipadamente ajuda a viver as mudanças com menos medo.
  • Empatia e respeito em relação às mudanças que a outra pessoa está vivendo.

Adaptar-se ao dia a dia, entendendo que a pessoa que temos ao nosso lado continua a mesma, apesar de ter de se adaptar a mudanças reais.

 

Se precisares de contactar um profissional de saúde sexual, desde Vive la Vita podemos recomendar-te o profissional especializado da tua zona e resolver-te as dúvidas que tiveres nesta nova etapa. 

💜 O teu bem-estar é a nossa razão de ser; obrigado por nos deixares fazer parte dele.

Compartilhar:
Rocío Moñino
Escrito por
Rocío Moñino

Rocío Moñino es graduada en Psicología (Nº de colegiada AN11443) y especialista con Máster en Sexología por la Universidad de Sevilla. Psicóloga Sanitaria con varios años de experiencia, ha ejercido en distintos centros y actualmente, es una de las asesoras principales de VivelaVita.


Deixe um comentário


Você não pode perder...
15% DESC
códigoBLOGVIVE